Viajar para a África do Sul é desvendar uma culinária de sabores incríveis e ter a chance de frequentar restaurantes que jamais serão esquecidos

VOCÊ SABIA?

Um dos alimentos mais típicos da África do Sul é o Biltong, um tipo de carne seca criado pelos holandeses que exploravam a África do Sul. A técnica de ressecar e salgar a carne era utilizada para preservar o alimento durante as viagens.

Em 1996, o Arcepispo Desmond Tutu declarou com o fim do Apartheid que a África do Sul seria conhecida como a nação arco-íris, querendo tirar de cena a dicotomia “preto e branco”, incluir todas as cores e declarar que a partir dali os sul-africanos seriam capazes de se misturar e conviver. O conceito pode ser aplicado à cozinha sul-africana, que tem múltiplas influências, desde aquelas vinda das dezenas de tribos locais até a deixada como herança por todos os povos que lá passaram, como holandeses, ingleses, malaios, alemães, franceses, italianos e indianos.


O ponto central da gastronomia sul-africana são as carnes, que vão de um simples frango (há frangos assados deliciosos e suculentos que são servidos nas ruas de Joanesburgo), até carnes mais exóticas, como a de avestruz, de jacaré e de springbok. Trata-se de uma cozinha bastante rica em proteínas e o carboidrato entra no prato como acessório, e em doses menores: a estrela é a carne e os peixes: a costa sul-africana, com 2.798 km, apresenta uma fartura de opções de peixes e moluscos.


Os carboidratos são feitos normalmente à base de milho e misturados numa espécie de purê que eles chamam de pap. Batatas são também muito usadas, herança deixada por holandeses, ingleses e alemães.


Um dos passatempos mais tradicionais do sul-africano é o churrasco, por lá chamado pelo nome africano: braai. E uma das experiências mais ricas é a de fazer um safari e, à noite, em volta do fogo, jantar ao lado do ranger, o guia do safári, e de outros hóspedes do lodge. É um jantar de confraternização e ao mesmo tempo um ritual de troca de conhecimento e de histórias. O churrasco e o vinho compõe o ambiente e a experiência é chamada de Boma.


Restaurantes sofisticados oferecem menus-degustação que normalmente se dividem entre uma opção mais ocidentalizada e outra mais Africana – e é bastante recomendado provar a africana. Nesses restaurantes os mais aventureiros podem experimentar carnes como as de antílope e de gazela.
As carnes secas também são populares, e um dos pratos mais tradicionais é o Bobotie, uma espécie de bolo de carne coberto com ovos.
As sobremesas são feitas à base de ovos, sendo o pudim de malva a mais tradicional delas.


Os vinhos são outra mania nacional. A herança deixada pelos franceses que passaram por lá durante o período de colonização são as vinícolas. Há 601 delas nos arredores da Cidade do Cabo e fazer um menu degustação com vinhos harmonizados em alguns dos muitos restaurantes sofisticados da África do Sul é uma experiência incrível e inesquecível.


A dura verdade é que viajar para a África do Sul é certeza de ganhar alguns quilinhos: come-se e bebe-se muito bem por lá. Esqueça da balança antes de embarcar.


Crédito Foto: Rhulani Safari Lodge

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